Como o Google pode ajudar a "prever" o presente

Algumas semanas atrás assisti à boa palestra do professor do Departamento de Economia da UFPE, José Carlos Cavalcanti, onde ele mostrou como o comportamento das pessoas utilizando a ferramenta virtual de buscas do Google reflete assuntos importantes do mundo real.

Para esclarecer melhor essa relação, eu aproveitei que ando preocupado com a subida do dólar e resolvi comparar pontualmente os dados dos índices de cotação do dólar, fornecidos pela Thomson Reuters, com os dados do volume de buscas relacionados ao dólar, fornecidos pelo Google Trends.

Os resultados são no mínimo interessantes pois, como vocês poderão ver nas duas imagens a seguir, pontualmente, no período que analisei (29/08/2013 - 26/09/2013), o dia em que o dólar esteve com a cotação mais baixa em relação ao real foi também o dia em que um volume menor de buscas relacionadas à cotação do dólar foi feita.

Essa relação talvez pareça pouco interessante ou até mesmo óbvia para algumas pessoas, mas é preciso notar a utilidade que isso pode ter, por exemplo, na análise de mercado, definição de estratégias por parte das empresas e até mesmo como levantamento de demanda para o lançamento de determinado produto.
Volume de buscas por "cotação dólar" no Google.

Cotação do dólar no período analisado.
Espero que essa informação possa ser útil, servindo para fazer aquela análise de mercado ou para medir o nível de interesse/preocupação das pessoas sobre determinado assunto.

Felipe Alencar

Felipe Alencar é doutorando em Ciência da Computação na UFPE, professor, desenvolvedor e acredita que só não virou jogador de futebol, surfista ou músico profissional por falta de tempo e talento.

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