O Mito da Graduação. A Necessidade de Ser um Case.

Estamos na época em que, se você atirar um pedra para cima, ou ela cai em um estudante universitário ou em um rebelde esquerdista político Che Guevara Human Rights Homosexuality Defensor Certified. Na maioria das vezes, essa pedra acerta um aluno de computação ou de direito.

Para se ter um ideia, existem cerca de 1600 faculdades de direito no mundo. O interessante é que só no Brasil são 1230 instituições. Outra curiosidade, envolvendo o incentivo à formação universitária por aqui, e focando na área de computação, é que desde quando entrei na minha graduação (Sistemas de Informação) em 2008, se ouve falar que o mercado de TI é promissor, carente de profissionais, e, inclusive, ótimo para empreender negócios com chance de faturamento milionário. Mas, se formos passar pela peneira da realidade, quantos dos 65 mil alunos formados na área de TI por ano obtém um lugar ao sol?

Os cursos de graduação hoje, mesmo os de computação, possuem uma metodologia que passa longe do mundo real, do mercado, e de formar profissionais ou acadêmicos que realmente resolvam problemas. E esta deveria ser a principal razão para que os cursos existissem, e também para que os alunos procurassem uma faculdade. São duas perguntas básicas que as faculdades deveriam motivar em quem deseja obter um diploma: "Como eu, Fulano, posso resolver isso ao me deparar com problemas reais?" ou "Como eu, Ciclano, encontro uma oportunidade no mercado que melhore a sociedade, e, quem sabe, me dê algum retorno?".
Silvio Santos rindo de quem acha que diploma
é garantia de sucesso.

Aqueles que se destacam, na maioria das vezes, não são os que seguem à risca tudo que é passado pelos professores em sala de aula e obtém as melhores notas. Mas aqueles que aprendem a jogar o jogo. E isso não é encontrado apenas nos livros ou no horário das aulas, é preciso buscar além disso.

Por que será que muitos que obtém sucesso sequer concluíram uma graduação? Será que é sorte ou eles souberam aproveitar uma oportunidade?

As pessoas que obtém sucesso, e aqui sucesso de acordo com a percepção individual de cada um, geralmente estão associadas à sorte, à ideias inovadoras, revolucionárias e etc. Mas não é nada disso. Obter sucesso está muito mais ligado a estar pronto para quando as oportunidades aparecerem. E elas aparecem.

Quantas vezes você já teve chance de falar sobre seu projeto e ficou com medo? Seja medo de alguém roubar sua ideia ou de você achar que ele não está pronto ou alguém te dizer que ele não presta.

Ser um case não precisa, necessariamente, que você tenha algo que deu muito certo. Na verdade, é mais uma questão de atitude, de você conseguir passar para as pessoas e pra si mesmo que é capaz de resolver os problemas que surgem, sempre da melhor forma possível. É passar uma ideia com confiança, mesmo sabendo que alguém pode te dizer não. E, para isso, a experiência, e o aprendizado com os erros, são a melhor solução.
Você não vai querer ficar velho e não
ter história pra contar.

A melhor maneira de aprender, e adquirir a experiência, que com certeza vai resultar em algo positivo, é tentando, colocando em prática. É preciso também planejar seu aprendizado, afinal seu professor de empreendedorismo não vai te ensinar como abrir uma empresa de sucesso e a partir daí você vai conseguir. Primeiro, porque, na maioria das vezes, ele sequer tem uma empresa de sucesso. Segundo, porque na prática a teoria é outra.

Se envolva com pessoas que estão no mesmo barco que você, troque e organize suas ideias. Procure aprender com aqueles que já passaram pelo caminho que você está. Alguns deles tem manuais (livros), que quando colocados em prática podem fazer toda diferença. É assim que se joga o jogo. Independente se você é um aluno de computação, direito, nutrição ou seja lá o que for. Independente também se você faz faculdade.

Se algo der errado quando você tentar, no mínimo você vai ter história pra contar, e isso vai te dar ainda mais confiança.

O sucesso diretamente ligado com a faculdade é um mito, na verdade ele está nas atitudes e aproveitamento das oportunidades que surgem, não só lá (faculdade), mas na vida.

Felipe Alencar

Felipe Alencar é doutorando em Ciência da Computação na UFPE, professor, desenvolvedor e acredita que só não virou jogador de futebol, surfista ou músico profissional por falta de tempo e talento.

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